Após rejeição da Câmara Municipal, o projeto da Prefeitura de São José dos Campos para retirar ambulantes de ruas e praças da cidade foi arquivado definitivamente pela administração Eduardo Cury.
O camelódromo seria instalado na antiga sede das Lojas Americanas, e a proposta teve boa aceitação entre os comerciantes informais. O prédio está em um ponto estratégico do centro comercial e fica próximo das áreas atualmente ocupadas pelos camelôs.
A Secretaria de Defesa do Cidadão, responsável pelo cadastramento de ambulantes, informou que tem o cadastro de 243 camelôs na região central. A maquete do Centro de Compras Alternativo previa acomodações para 102 barracas de alimentação e outras 139 barracas de produtos diversos, divididas no piso térreo e superior, além de espaço para portadores de necessidades especiais.
O prédio é propriedade da IPSM (Instituto de Previdência do Servidor Municipal), que teria questionado o uso do imóvel. Este impasse foi uma das razões para o abandono da proposta.
RECOMEÇO – Caso a Prefeitura decidisse construir um novo prédio para instalar os ambulantes, o investimento seria cerca de 7 milhões de reais. Esta postura foi desaconselhada pela consultoria jurídica da Câmara, pois se trata de um valor muito alto para atender um público pequeno, e poderia desencadear um processo de improbidade administrativa.
A alternativa da Câmara é tornar o camelódromo um empreendimento privado, onde os camelôs poderiam se instalar mediante pagamento de aluguel.
Segundo o vereador Luiz Mota (DEM), já existe uma proposta sendo analisada em caráter sigiloso. Nesta nova fase, a Prefeitura fez algumas exigências para melhorar as condições dos comerciantes informais, como barracas maiores, contrato de aluguel com garantia de oito anos, elevadores e atrativos diversos para o público.
O prefeito Eduardo Cury disponibilizou 2 milhões de reais ao BEJ (Bando da Empresa Joseense), para ser utilizado em empréstimos para camelôs iniciarem seu capital de giro. Os empréstimos de até 10 mil reais terão taxa de 07% de juros e poderão ser pagos em até 100 vezes e dois anos de carência.